A epidemia silenciosa do câncer de pele em pessoas abaixo dos 40 anos

Dr. Bernardo Teixeira da Costa
Médico Dermatologista – CRM-MG 30399| RQE 9265
Clínica Derm Way – Dermatologia e Cosmiatria
WhatsApp: (31) 995452855
Tel.: (31) 3774-1181 | (31) 3773-1234

Durante muitos anos, o câncer de pele foi considerado uma doença típica de pessoas idosas. Hoje, essa realidade mudou. Cada vez mais adultos jovens procuram o consultório do dermatologista por apresentarem lesões suspeitas, e muitos se surpreendem ao descobrir que a idade, sozinha, já não representa uma proteção.

A principal explicação continua sendo a mesma: a radiação ultravioleta. O excesso de exposição ao sol ao longo da vida e, principalmente, as queimaduras solares sofridas na infância e na adolescência deixam uma marca permanente nas células da pele. O organismo possui mecanismos de reparo, mas eles nem sempre conseguem corrigir completamente os danos provocados pela radiação. Com o passar dos anos, essas alterações podem favorecer o surgimento do câncer de pele. Estima-se que mais de 80% dos casos de melanoma no mundo estejam relacionados à exposição à radiação ultravioleta. (IARC)

Outro problema é a persistência de um conceito equivocado: o de que o bronzeado representa saúde. Na verdade, o bronzeamento é uma resposta de defesa da pele diante da agressão causada pelos raios ultravioleta. Em outras palavras, quando a pele escurece, ela está demonstrando que sofreu dano.

Além do sol das praias e piscinas, existe a exposição diária, muitas vezes ignorada. Caminhar pelas ruas, dirigir, praticar esportes ao ar livre ou permanecer próximo a janelas por longos períodos também contribui para o acúmulo de radiação ao longo da vida. Somam-se a isso as informações incorretas divulgadas nas redes sociais, que têm levado muitas pessoas, especialmente jovens, a abandonar o uso do protetor solar ou acreditar que ele faz mais mal do que bem, algo completamente sem respaldo científico. (Academia Americana de Dermatologia)

O melanoma merece atenção especial por ser o tipo mais agressivo de câncer de pele. Felizmente, quando diagnosticado precocemente, apresenta elevadas taxas de cura. Por isso, toda pinta que muda de tamanho, formato ou cor, apresenta bordas irregulares, várias tonalidades ou começa a crescer rapidamente deve ser avaliada por um dermatologista. Lesões que não cicatrizam, sangram com facilidade ou permanecem abertas por várias semanas também merecem investigação.

A melhor estratégia continua sendo a prevenção. O uso diário do protetor solar, roupas com proteção UV, chapéus, óculos escuros e a busca por sombra nos horários de maior intensidade solar reduzem significativamente o risco de desenvolver câncer de pele. Mais do que uma questão estética, proteger a pele é investir em saúde.

A pele registra a história da nossa exposição ao sol. As escolhas feitas hoje poderão determinar a saúde da pele nas próximas décadas. A boa notícia é que nunca é tarde para começar a protegê-la.

Dr. Bernardo Teixeira da Costa

Médico Dermatologista – CRM-MG 30399 | RQE 9265

Derm Way – Centro Avançado de Dermatologia

WhatsApp: (31) 99545-2855

Telefones: (31) 3774-1181 | (31) 3773-1234