O ferro-gusa, matéria-prima base da economia de Sete Lagoas, escapou do novo tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil. O produto integra uma lista de exceções, que foi anunciada no final da noite de quarta-feira (15).

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) liderou uma investigação que apontava práticas brasileiras que seriam “restritivas” ao comércio norte-americano, citando o PIX, etanol, desmatamento ilegal e a pirataria – interlocutores do país ainda acusaram o governo de Luís Inácio Lula da Silva (PT) de “pouco empenho” para negociar sobre as tarifas.
Serão aplicadas taxas de 25% a partir da próxima quarta-feira (22) a produtos de vestuário, açúcar orgânico, papel, máquinas agrícolas, equipamentos de mineração, ferramentas de jardinagem, maquinário elétrico, bens de capital; produtos químicos diversos, itens industriais processados e manufaturados em geral. Materiais que já estão a caminho dos EUA não serão afetados pela nova alíquota.
O governo Donald Trump deixou de fora deste tarifaço diversos produtos do agronegócio como carne bovina, laranja e celulose, além de matérias-primas estratégicas para a cadeia produtiva norte-americana, incluindo o ferro-gusa. Na última semana, empresários do setor se reuniram com o USTR com o argumento de que a siderúrgicas do país são altamente dependentes do material vindo de Sete Lagoas e outras cidades mineiras.
O gusa já é taxado em 10% pelos Estados Unidos, e a expectativa é que a alíquota caia na próxima sexta-feira (24), caso o congresso do país não renove a duração da medida.





