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A NOSSA HISTÓRIA: Saudades dos Antigos Carnavais! (II)

Na foto: Grêmio Recreativo Escola de Samba “Dez pra Dez”. Fundada em 20-06-1974.

Ainda recordando os antigos carnavais, republico a matéria que saiu no jornal “Correio de Sete Lagoas”, intitulada “Sucesso do Carnaval Oficial” (fev-1964), na qual se mostra mais um capítulo de nossa história: 

“SUCESSO – Alcançou grande repercussão, na cidade e municípios vizinhos, o Carnaval organizado pelo Departamento de Turismo da Prefeitura, supervisionado pelo Sr. Vasconcelos Costa. Inúmeras foram as pessoas que se locomoveram para o centro da cidade, onde tiveram lugar grandes festividades. Na sexta-feira, o Sr. Prefeito entregou a chave da cidade ao Rei Momo, em palanque armado na Av. Emílio de Vasconcelos. A seguir, desfilaram-se os blocos caricatos, quando iniciou oficialmente o Carnaval em Sete Lagoas. BLOCOS PREMIADOS – O primeiro lugar foi concedido ao bloco “Os Embaixadores da Floriano”, e o segundo ao bloco “Os Piratas do Sete Lagoas Tênis Clube. Foram classificados em terceiro e quarto lugares, respectivamente, os blocos “Inimigos da Tristeza” e “Clube da Fogueira”. O melhor conjunto infantil foi “Os Maiores da Prainha”, e os melhores ritmistas “Os Bocas Brancas”, destacando-se os passistas Marcondes Rodrigues (o melhor do carnaval) e Marcília Dercy. O conjunto musical premiado foi “Estrela do Morro” e o melhor carro alegórico “Os Embaixadores da Floriano”, que apresentava, inclusive, bateria e música próprias. MÚSICAS SETE-LAGOANAS – Pela primeira vez, houve concurso para compositores da terra. A marcha “Zé Gavião”, de João Saturnino, gravada pelo autor, obteve o primeiro lugar no setor de marchas, enquanto “Amor de Mamadeiras”, de autoria de Geraldo Magalhães e por ele mesmo gravada, conseguiu o segundo lugar. “Zé Mingau”, de Adonay Pires, gravada por Maria Helena Camargos, foi considerado o melhor samba, ficando em segundo “Balança o Corpo”, de Fernando e Geraldo Moreira, gravado por Fernando Moreira.

RAINHA – A Srta. Gilmeia Fulgêncio foi eleita Rainha do Carnaval do ano de 1964, e eleitas princesas as Srtas. Francisca Lustosa, Alda Campolina, Andrea Padrão e Regina Célia França. As melhores fantasias foram as de Sandra França e Ruth Beatriz Padrão, vestidas de “Nega Maluca”. REI MOMO ABAFOU – Repercutiu favoravelmente a iniciativa do Sr. Prefeito em procurar eleger, em Sete Lagoas, o Rei Momo do carnaval. Entretanto, no interior mineiro, é comum trazer da capital, principalmente de TVs, artistas que se elegem Reis, o que não aconteceu em Sete Lagoas, que teve o próprio Rei no conhecidíssimo Zé Cebola, que muito bem soube reinar durante os dias de folia. SL BRILHA TAMBÉM NO CARNAVAL DE CLUBES – Também nos clubes sociais, foi grande a animação durante os dias de carnaval. Democrata, Bela Vista, Ideal e Itambé realizaram bailes de sábado a terça-feira, com presença e animação nunca vistas anteriormente. Apesar das proibições impostas pelo Juizado de Menores, vários conseguiram furar a vigilância. NO DEMOCRATA – Entre os bailes realizados, os melhores foram na sede social do Democrata, organizados pelo Diretor Social Jadir Barroso. Com presença de muitas fantasias e, inclusive, com concurso, os bailes se constituíram em enorme sucesso, animados pelo  “Conjunto Estrela do Morro”. As músicas mais cantadas foram “Boneca que Fala”, “Carnaval em Bananal”, “Rua da Bahia”, “Cabeleira do Zezé”, “Marcha do Remador” e “Vaca Malhada”. Os foliões também preferiram sucessos antigos, como “Pó de Mico”, “Me Dá um Dinheiro Aí” e, principalmente, “Jardineira”. BAILES INFANTIS – Democrata e Bela Vista realizaram também bailes para os filhos dos associados. Apesar do custo de vida, foram inúmeras as fantasias, preferindo os foliões as de Havaianas, Tiroleses, além de outras. (…) – (JOTACÊ, pág. 04. Correio de Sete Lagoas, 1ª e 2ª Quinzena de Fevereiro). O jornalista Márcio Vicente, de saudosa memória, lembra que esse jornal teve 13 edições (01 a 07-1964). Diretores: Márcio Vicente da Silveira Santos (Editor); João Carlos de Andrade e Ronaldo Gonçalves (Diretores Comerciais). Colaboradores: Joaquim Dias Drummond, Antônio Guilherme, Genésio Cadorna Cairo e Tadeu Machado. Foi o primeiro jornal da cidade a sair com uma edição extra (1º-04-1964) – (100 Anos de Imprensa, 1894/1994: Os Jornalistas de Ontem e de Hoje. Sete Lagoas: Edições Instante, 1994).

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