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PEDRO E PAULO: DIA DO PAPA

RELIGIOSAS – POR EVANDRO BASTOS

Talvez tenha sido este o grito do Papa Francisco!

Quantas vezes, Francisco deve ter repetido o diálogo monológico entre a estátua de bronze de Pedro, no vaticano e o Senhor, na obra de arte do espanhol Rafael Alberti. 

“Diz Jesus Cristo.

Por que me beijas os pés?

Sou Pedro aqui sentado, em bronze imobilizado, não posso olhar para o lado, nem dar um pontapé, pois tenho os pés gastos, como vês.

Faz um milagre, Senhor!

Deixa-me descer ao rio para voltar a ser um pescador que é o que sou”. 

Nada da mais orgasmo que o PODER. Ele isola, às vezes, a pessoa fica sozinho. Na microfísica do PODER é preciso dar sustentação ao entronizado. Daí, enredam uma série de tentáculos e bajuladores. Na Igreja não é diferente.

Francisco continua prisioneiro no Vaticano, da Cúria Romana com seus carcereiros; e grande parte do mundo reacionário, que não suportam suas falas sobre: os migrantes, refugiados, guerras, economia, ecologia e descolonização. 

A lógica de uma Igreja em saída as periferias e fascinada pela Alegria do Evangelho nos meios populares que traz algo de volta, aprendizados de simplicidade, alegria, abertura. Tudo isso, confunde mestres da lei, teólogos, fariseus, os ensimesmado. Ele nos mostra a reciprocidade do ir e vir a cada dia. 

Repete na missão da Igreja não é converter ninguém a ser católico. “Vais convencer o outro a tornar-se católico? Não! Vais encontrar com ele, é um irmão! Isso é suficiente”. Para uma Igreja que viveu no centro, colonizando a partir de sua verdade, é muito difícil ouvir isso. Conclui: “Na Igreja há espaço para todos. E, quando não houver, por favor façamos com que haja, mesmo para quem erra, para quem cai, para quem sente dificuldade. Todos, todos, todos”.

O convite para todos a ser “pastores e ter o cheiro povo”.

A eclesiologia é da fraternidade de irmãos e irmãs. O poder está no servir aos mais necessitados neste hospital de campanha!

Senhor, faz um milagre!

Deixe-me voltar a Buenos Aires! Lá na praça de maio encontrarei com o jornaleiro; à noite comerei pizza, se possível dançarei um tango. Lá estarei nos passos de Pedro e Paulo, não terei as mãos e os pés gastos.

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