A Polícia Civil passa por uma transformação em Sete Lagoas. Próximo da inauguração de uma nova sede, na orla da Lagoa Paulino, a instituição colhe frutos de trabalhos exitosos em casos marcantes – agora capitaneada pelo chefe de departamento, o delegado Reinaldo Felício de Lima. Em uma entrevista ao SETE DIAS, ele contou um pouco mais das ações feitas pela PC e da expectativa em ter um local adequado às necessidades da corporação na região.

Reinaldo está a quase um ano na chefia do 19º Departamento e aponta: Sete Lagoas é um dos lugares mais tranquilos de Minas. E essa é uma preocupação dele e da Polícia Civil. “Nós temos o compromisso com a sociedade de trabalhar, de manter a sensação de paz nesses locais”, completa o delegado, reforçando o que outros agentes da segurança pública já afirmaram em outras entrevistas. Nisso, a integração das forças tem sido fundamental para a promoção desta tranquilidade; Reinaldo ainda aponta a produtividade satisfatória dos delegados componentes das regionais de Sete Lagoas e Pedro Leopoldo.
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SETE DIAS: Doutor, queria que o senhor pudesse falar sobre seu trabalho e da equipe aqui em Sete Lagoas e na região. Recentemente, tivemos casos com rápida resposta da PC, como o assassinato a um empresário de Funilândia e em pouco tempo o inquérito foi concluído.
Reinaldo Lima: Eu vou um pouco além. O objetivo principal da minha vinda para cá foi a questão estrutural. Nós tínhamos aquela obrigação de melhorar a nossa sede, nós estamos em uma sede aquém das nossas necessidades. Nós tínhamos anteriormente a chefia do doutor Fernando [Dias da Silva], que conduziu por alguns anos com maestria a chefia do 19º Departamento e foi para a Juiz de Fora.
Então, realmente nós tivemos casos emblemáticos aqui, nós conseguimos solucionar de maneira até bastante célere e isso reputa realmente ao comprometimento, a dedicação de todos da nossa equipe: sejam delegados, escrivães, investigadores, até médicos, peritos e também o corpo administrativo. A gente tem o costume que determinados casos que tenham violência contra as mulheres, contra o idoso, tráfico de drogas, casos de homicídio da maneira que foi esse que você mencionou em Funilândia e outros, nós temos aquela obrigação de dar resposta o mais rápido possível.
Em alguns momentos a gente forma uma força-tarefa para focar naquele caso específico, porque determinados casos você tem que apurar o mais rápido possível para não perder a testemunha, não perder as provas materiais. Nós temos que dar essa resposta o quanto antes. Pode acontecer: tem casos, um homicídio, por exemplo, que se demanda um tempo maior para apuração. E a nossa equipe também empenha nesses procedimentos, mas só que quando você pega fatos que geram uma repercussão tão grande como essa, você tem que montar uma força-tarefa, você tem que buscar esclarecimento o mais rápido possível. E foi isso que aconteceu.
Temos outros casos de tráfico de drogas que foram apurados de maneira bastante célere aqui, outros de homicídio. Temos que parabenizar as nossas equipes aqui pelo trabalho exitoso que tem desempenhado aqui em Sete Lagos e também nas unidades regionais.
SETE DIAS: Gostaríamos também de saber como estão os índices de criminalidade aqui na cidade.
Reinaldo Lima: Essa é uma das maiores preocupações nossas. Por quê? Pelos índices de criminalidade violenta em todo o Estado, Sete Lagoas e região ainda é um dos lugares mais tranquilos de Minas Gerais. Por que eu disse que isso preocupa? Porque manter isso é mais difícil. E nós não vamos aceitar que Sete Lagoas e os outros municípios vizinhos se tornem municípios violentos.
Então nós temos o compromisso com a sociedade de trabalhar, de manter a sensação de paz nesses locais. Então nós temos realmente uma produtividade de todos os delegados, todas as equipes. Nos dois últimos anos, cumprimos com louvor tudo que foi proposto pela chefia e pelo governo. Nós fazemos acompanhamento diário. Todo delegado de polícia tem uma meta a ser cumprida e estão cumprindo com louvor, como eu disse. Diuturnamente, a gente faz esse acompanhamento e, felizmente, todos estão desempenhando satisfatoriamente as suas missões.
SETE DIAS: E em Sete Lagoas, qual é o crime comum mais praticado?
Reinaldo Lima: Olha, parece até uma tradição. Nós temos casos inúmeros de estelionato. Inclusive, tivemos uma operação exitosa da nossa equipe de Paraopeba, conduzida pelo doutor Arley [Peterson Ribeiro]. Tivemos que deslocar para município distante de Turmalina; efetuamos a busca e apreensão na casa de um investigado. Conseguimos comprovar a prática do ilícito.
Semana retrasada, tivemos a operação em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo: fizemos prisões aqui em Sete Lagoas e região, busca e apreensão. Então, o que nós temos de maior incidência é o crime de estelionato. Temos também furtos, pequenos furtos, roubos, mas nada alarmante que a gente possa dizer que esteja à frente do crime de estelionato.
SETE DIAS: Mudando de assunto, o Departamento terá uma nova sede ali na orla da Lagoa Paulino. O terá de diferente lá?
Reinaldo Lima: Você percebe nessa estrutura nossa aqui que ela está muito aquém das necessidades da Polícia Civil. É uma casa boa, mas é pequena. Nós estamos com tratativas bastante avançadas, já escolhemos imóvel, já está em fase final de adequação. A estrutura vai comportar tanto a nossa agência de inteligência, o nosso laboratório de tecnologia contra lavagem de dinheiro, que atualmente estão na [Delegacia] Regional porque não tem espaço aqui.
Nós teremos uma unidade nova com auditório, uma estrutura melhor para o nosso núcleo correcional, vinculada ao departamento, a doutora Mariza [Andrade] é a corregedora. Teremos uma estrutura melhor para a chefia de cartório, para a inspetoria da Polícia Civil. Então, é uma sede completamente nova e adequada às nossas realidades, às nossas necessidades.
Também, nós temos uma ideia de buscar um novo imóvel para a Regional. Eu não vou adiantar aqui porque nós estamos em tratativas ainda incipientes, mas a nossa ideia é ter um imóvel maior para lá, que possa comportar todas as unidades no mesmo imóvel. E onde funcionou hoje a Regional seria a cadeia de custódia, o plantão e o setor de perícia. Seria o ideal.
Já conversei com membros da SEPLAG [Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão], membros do Tribunal de Justiça, do Ministério Público. É a nossa ideia nós buscarmos esse imóvel a partir do final deste ano.
SETE DIAS: E como têm sido o relacionamento com as outras forças de segurança?
Reinaldo Lima: Para mim é uma grata surpresa. Nós temos um convívio aqui bastante harmônico. O Coronel [Helvécio] Fraga [comandante da 19ª RPM], inclusive ele é um amigo antes de ser promovido a coronel: quando eu ocupei o cargo de Surpreendente, Planejamento de Gestão e Finanças da Polícia Civil, ele exercia uma função semelhante na Polícia Militar. E ali nós conversávamos muito, tivemos trabalhos exitosos realizados no âmbito da atividade em meio das polícias. E quando eu vim para cá eu fiquei muito feliz em reencontrá-lo aqui.
Então, com relação à Polícia Militar, já estava na minha concepção já sacramentada que seria um relacionamento bastante próximo e realmente foi.
Com o Corpo de Bombeiros, a mesma forma, tivemos uma mudança agora do comando. Já tive a oportunidade de presenciar a passagem de comando, foi ótimo, o Tenente Coronel Artur [Fábio Ferreira]. Com a Polícia Penal, o Edson [Peixoto] e sua equipe, sensacional. A Guarda Municipal, também não temos o que reclamar, só elogios. Então, nós estamos num momento de muita união entre as forças, sem contar também o Exército.
Então, é só agradecimento e quem ganha com isso é a sociedade. Porque não existe formalidade entre nós: é tudo pelo telefone, a gente compartilha informações em tempo real. Reuniões [marcadas] sem qualquer tipo de burocracia. Então, é o que deveria ser em todo o Estado e, pelo que eu tenho observado, têm sido também.





