Coluna Católica – Moradia é direito, não favor

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2026 – FRATERNIDADE E MORADIA

“Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14)

Outra vez, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, nos desafia com tema: MORADIA E FRATERNIDADE. Em 1993, já tínhamos sido desafiados pelo lema: “Onde Moas” (Jo 1,38). Engraçado que muitos de nós, cristão ou não, ficamos pasmos e até choramos na cena natalina, por não ser acolhido e por não ter lugar para ele na hospedaria, nos esquecemos é por toda sua vida.

Ainda hoje, crianças nascem nas alcovas, nos becos, favelas e existem lá por toda a vida. E nós? Não choramos, nem indignamos. Apenas nos defendemos. É normose coletiva.

Há 62 anos, somos desafiados pela CNBB, cada ano traz uma intriga social atual. Nos últimos anos casa comum, terra, teto e trabalho são lutas por direitos e justiça num Brasil de fossos abissais.

Claro que muita gente acha ruim. Dizem: o importante é salvar a alma. Digo-lhes a CF é nosso gesto concreto.

Objetiva-se:

. Despertar o espirito comunitário e cristão no povo de Deus, no comprometimento, em particular, os cristãos na busca do bem comum;

. Educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do evangelho;

. Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa, fraterna e social (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja).

Afinal, moradia é direito humano fundamental. A moradia é a base para: a saúde, educação, trabalho, segurança e convivência humana. 

Quando a cidade e a terra viram mercadoria, surgem: periferia distantes, moradias precárias, falta de saneamento, insegurança e desigualdade, isso não é destino é injustiça social.

Para fazer: Regularizar e fazer justiça, regularização fundiária è:

Reconhecer quem já mora; garantir segurança dignidade; permitir acesso às políticas públicas. Isso não é privilégio e nem favor. É direito.

Para pensar: Igreja com tantas casas paroquiais onde moram uma ou duas pessoas: não dá para pedir dá-me de tua casa?

Regularização fundiária passa pela Igreja e os municípios.