CHICO MAIA – Ah, se fosse um brasileiro!

Artur Jorge, novo técnico do Cruzeiro, em apresentação na Toca II. Foto: Divulgação

Artur Jorge chegou à Toca da Raposa de forma diferente dos nossos treinadores: sem o corporativismo tão típico do Brasil, e chutou a lata na primeira entrevista.

Fosse qualquer treinador brasileiro, manteria o espírito de corpo e seria político em sua fala, para não constranger os colegas de profissão e seus afilhados.

Em resumo, Artur Jorge foi claro: como pode um grupo de jogadores tão caro, que demandou investimentos tão altos, não dar nenhum retorno que justifique tantos gastos? E que vai mudar a forma de o time jogar, porque não gostou do que viu do Cruzeiro nas partidas deste ano, mesmo com os jogadores de qualidade que o clube tem.

Caso não sofra boicotes de afilhados do Tite, dentro e fora dos campos da Toca da Raposa, certamente fará sucesso no comando do time.

118 anos!

Quarta-feira, 25, o Atlético completou 118 anos e os atleticanos lotaram as redes sociais de lembranças de grandes feitos do clube neste mais de um Século de existência.

Um desses, o do dia três de setembro de 1969, amistoso no Mineirão, Yustrich comandava o Galo e João Saldanha a seleção brasileira, já classificada para a Copa do México, onde será tri-campeã. A CBD (hoje CBF) determinou que o Atlético jogasse com a camisa vermelha, da Federação Mineira de Futebol. Ânimos acirrados, vitória de 2 a 1 do Galo, o capitão Carlos Alberto Torres expulso e os rumores de que Saldanha cairia e seria substituído pelo então técnico do Atlético. Fato concretizado pela metade. Realmente Saldanha caiu, mas o substituto escolhido pelo João Havelange, presidente da CBD, foi o Zagallo. A ficha da partida: Atlético – Mussula, Humberto Monteiro, Grapete, Normandes (Zé Horta) e Cincunegui (Vantuir); Oldair, Amauri Horta (Beto) e Laci; Vaginho, Dario e Tião (Caldeira). Seleção Brasileira – Félix, Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel e Rildo (Everaldo); Piazza, Gérson (Rivelino) e Pelé; Jairzinho, Tostão (Zé Maria) e Edu (Paulo César).

Público: 71.533 – Gols: Amauri (42) e Dario (65) para o Atlético; Pelé (50) marcou para a Seleção Brasileira.

Marketing zero

Sobre essa vitória histórica, do Galo sobre a seleção, o atleticano Silvio Torres me escreveu, lembrando a incompetência dos nossos grandes clubes ao não utilizar dignamente fatos como esse para valorizar a sua própria história e encher os cofres de dinheiro: “Chico, olha só como são as “cabeças pensantes” do Atlético. Quando essa vitória em cima da seleção tricampeã do mundo completou 50 anos, em 2019, nada foi feito para comemorar, manter viva essa conquista espetacular e contar para as novas gerações essa fantástica história. Um amigo chegou a me mandar um post de um jornalista de BH que fez ótima sugestão nas redes sociais, com meses de antecedência: cunhar uma medalha especial sobre os 50 anos do evento e convidar todos os jogadores que participaram dessa partida para recebê-la em um encontro na capital mineira (obviamente chamando um familiar para representar os que já morreram). E ainda fazer um kit super especial para o torcedor com o uniforme que foi usado pelo Galo mais uma cópia dessa medalha. Ia vender como banana em fim de feira. O que fizeram os jumentos que dirigem o Atlético? Repito, NADA!”

Nonô, 7.9 – Nonô e Edilse (esq,) completaram 46 anos de casados, domingo, dia 22. Na quarta, Nonô completou 79 de idade. Parabéns à minha querida irmã e a este cunhado, que é como um irmão, desde que começou namorá-la, no século passado, e meus pais (Vicente e Terezinha), os obrigavam a me levar de “vela”, quando fossem sair pra qualquer lugar: cinema, festas, restaurantes… Grandes e saudosos tempos! Daí vieram André e Bruna, neto e netas maravilhosos.Parabéns a todos e obrigado por tudo!